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"Portugal e a Alemanha partilham o mesmo ponto de vista"

"Portugal e a Alemanha partilham o mesmo ponto de vista" sobre o reforço do Pacto de Estabilidade e Crescimento, afirmou o Primeiro-Ministro no final da reunião com a Chanceler alemã Angela Merkel para preparar o Conselho Europeu de 24 e 25 de Março e a cimeira da zona euro, a 11 de Março. Na conferência de imprensa conjunta, em Berlim, José Sócrates afirmou que tem que haver uma «resposta conjunta no sentido de mais coordenação económica, maior cooperação ao nível das diferentes áreas da competitividade», acrescentado que a Europa só pode fazer face à crise das dívidas soberanas «se for mais além no projecto europeu», estabelecendo também um Pacto para a Competitividade «capaz de acentuar a convergência de todos os países em algumas áreas decisivas». Berlim e Lisboa defenderão esta posição comum no próximo Conselho Europeu.
O PM afirmou também que Portugal e a Alemanha «têm uma tradição de trabalho em comum, sempre a favor do projecto europeu», que neste momento deve centrar-se no reforço da estabilidade do euro, através da reforma do Pacto de Estabilidade e Crescimento, e em tornar a Europa mais competitiva, acrescentado que «as instituições europeias farão o que devem», e «haverá um pacto para a competitividade que melhorará e aprofundará o projecto europeu».
A Chefe do Governo federal alemão afirmou que os dois países estão unidos na «vontade comum de fazer tudo para manter a estabilidade do euro», pelo que «decidimos em comum reforçar o Pacto de Estabilidade, o que vai ser debatido agora com o Parlamento Europeu». Quer Portugal quer a Alemanha consideram que o reforço do PEC deve ser rapidamente aplicado, tal como a alteração limitada dos tratados necessária para instalar um mecanismo anti-crise permanente. No campo da competitividade o acordo dos dois governos não é ainda total, embora estejam de acordo que o euro «deve ser uma moeda forte», afirmou Angela Merkel.
A Chanceler alemã reconheceu o contributo de Portugal para a estabilidade do euro, agradecendo «ao primeiro-ministro português, José Sócrates, as corajosas decisões de Portugal» para reduzir o défice, após a crise económica e financeira internacional. «Foram introduzidas numerosas reformas estruturais e trata-se agora de aplicar gradualmente as medidas do Pacto de Estabilidade e Crescimento, como todos exigimos», «mas quero dizer expressamente que os esforços de Portugal não só têm a nossa concordância, como foram passos corajosos, que irão ser prosseguidos, e por isso obrigado, porque foi também um contributo para a estabilidade do euro».

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