Embaixada de Portugal na Índia

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Ministro dos Negócios Estrangeiros na Índia

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"As trocas comerciais e os investimentos" entre Portugal e a Índia são, hoje em dia, "relativamente modestos", afirmou Rui Machete à Lusa, no final de um encontro de responsáveis dos Negócios Estrangeiros da Europa e da Ásia, que terminou em Nova Deli, Índia.
"Gostaríamos de ver o comércio de bens e de serviços substancialmente aumentado e isso é algo a que é possível aspirar, dada a dimensão do mercado indiano", referiu o ministro.
A Portugal, acrescentou, "interessa o enorme mercado que a Índia constitui", sendo um país com "um crescimento económico apreciável, que, apesar de registar algum abrandamento, continua a ser importante".
Rui Machete referiu "a dimensão que é oferecida pela circunstância de a CPLP existir", admitindo que a relação entre a Índia e os países lusófonos "pode vir a ser explorada em termos mais ambiciosos do que aqueles que até agora têm existido, naturalmente com o acordo dos restantes países da CPLP".
A questão, ressalvou, está ainda numa fase embrionária, mas "há uma abertura para os contactos, o que é um primeiro passo importante, e depois o futuro dirá que outras inovações será possível introduzir".
Rui Machete participou esta semana no encontro da ASEM, o principal fórum informal de contacto entre a Ásia e a Europa, dedicado ao tema "ASEM: Uma ponte de parceria para o crescimento e o desenvolvimento".
À margem das sessões, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reuniu-se com os seus homólogos da Índia, da Coreia do Sul, da Nova Zelândia e da Suíça, e também com a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de Singapura e o secretário dos Negócios Estrangeiros da Austrália.
Reuniões que classificou como "muito importantes, tendo em atenção que a política económica requer, primeiro, boas relações políticas", acrescentando que estes contactos bilaterais permitiram "trocar impressões relativamente aprofundadas com uma série de países com os quais não é tão frequente realizar estes contactos".
Isso, salientou, "significa estender os horizontes de Portugal no que diz respeito à diplomacia económica".
JH

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